Eu fui: TEDx

TEDx-bannerOie!

Na segunda-feira, 6 de junho, aproveitei o início das férias do trabalho para participar de um dos maiores eventos para troca de ideias e projetos bacanas que conheço, o TEDx. Assim como TED, a ideia é reunir o máximo de pessoas que fazem a diferença no mundo, só que esse é feito de forma independente, ou seja, o evento só aconteceu porque essas pessoas se uniram com muito amor e dedicação para transmitir uma ideia, uma informação e, quem sabe, transformar a vida de uma das 4 mil pessoas que estiveram lá no Allianz Parque em São Paulo.

Nas palestras do dia, muito se falou sobre educação, inclusão, infância e mudanças.

Uma das que mais me tocaram foi a do Clóvis de Barros Filho. Ele exemplificou de forma cômica como sempre estamos em busca constante pela felicidade, como se isso fosse algo que sempre precisamos alcançar e nunca temos. O pior, quando encontramos, acabamos deixando de gostar. Ele também falou sobre como somos condicionados desde a infância a acreditar que a felicidade nunca está no hoje.

Cada instante é uma oportunidade mágica.

Felicidade é um pequeno instante que você gostaria de repetir.

Seguindo esse mesmo raciocínio, a Bel Pesce falou da importância de nos entregarmos a nós mesmos e aos nossos desejos de forma intensa. Nos conectarmos com o que queremos é essencial para sabermos onde ir, além de ser extremamente necessário nos auto atualizarmos constantemente.

Quer ser criativo? Escute todo mundo com o mesmo interesse.

Se suas razões para fazer algo grande não estão claras, você vai continuar sem fazer nada.

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Também tivemos duas palestras interessantíssimas sobre programação e inclusão, feitas respectivamente por Camila Acchutti e Drica Guzzi.

A primeira aborda a importância de não deixarmos nossos filhos serem apenas “nativos digitais” – eles precisam entender a lógica por trás do que fazem na internet e nos aplicativos que usam, precisam desenvolver um senso mais crítico sobre o que fazem quando estão conectados, afinal, sabemos que não é só questão de apertar botões.

Já a segunda aborda ainda o grande número de pessoas no país sem acesso algum à internet e quanto isso é maléfico, ainda mais na condição atual do nosso país, onde a transmissão de informações é tão necessária.

Pobres em informação tendem a ser cada vez mais pobres.

Luis Junqueira emocionou a todos e foi aplaudido de pé por seu projeto 1º livro, que ensina e apoia crianças e adolescentes da rede pública de ensino e da Fundação Casa a escreverem, diagramarem e “lançarem” suas próprias histórias de ficção.

Com os exemplos e depoimentos é possível ver que quando acendemos uma pequena chama de transformação, tudo pode virar algo muito grande.

Túlio Schargel, Dodô, Estela Renner, David Arzel e Renata Meirelles falaram sobre o amor que transforma. O amor pelos filhos, o amor que vem da infância, o amor que não é construído por objetos caros. Crianças precisam de alguém para se inspirarem, de acompanhamento, precisam falar, serem ouvidas, respeitadas…Elas precisam de tempo livre para experimentar e também para associar tudo o que aprendem todos os dias.

Eles citam como nossa sociedade atual transforma nossas crianças em seres robotizados, cheios de atividades extracurriculares mas sem tempo para simplesmente serem crianças. David Arzel inclusive cita Dalai Lama para defender a meditação na infância:

Se todas as crianças de oito anos aprendessem meditação, nós eliminaremos a violência no mundo dentro de uma geração.

Foi um evento tão enriquecedor que infelizmente tive que ser muito superficial nesse post para não me prolongar demais. Deixei também de citar algumas palestras e palestrantes, mas todos me transformaram de alguma forma e eu os agradeço. Agradeço também por toda a equipe que ajudou a montar tudo isso e espero de verdade que isso inspire mais pessoas a ajudar e participar, além de estimular mais e mais pessoas a transformarem a si mesmas, assim como aconteceu comigo.

Valeu, TEDx!

 

 

2 comentários sobre “Eu fui: TEDx

  1. “Felicidade é o desejo de eternidade materializado num instante do mundo” o clovis fala isso em uma de suas aulas. Ele nao falou exatamente assim na palestra, mas foi muito bom!

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