7 motivos para amar o Skoob

Oie!

Antes de mais nada, não estou ganhando nada para falar do Skoob aqui. Apenas meus motivos pessoais. Assim como tudo o que é bom e eu gosto, eu compartilho.

Então hoje listo aqui 7 motivos pra você também se apaixonar por essa ferramenta:

Post Skoob

1. Classificar os livros lidos

A principal função do Skoob, como uma rede social de leitores é obviamente listar os livros que você já leu 🙂

Printscreen do Skoob livros lidos

2. Totalmente em português

A ferramenta é 100% nacional, então pra quem gosta de literatura brasileira é muito mais fácil encontrar os livros em português do que no Goodreads por exemplo.

3. Seguir amigos

Como é uma rede social, é possível e ótimo encontrar os amigos por lá e dar uma espiada no que eles andam lendo =)

Me adiciona lá também!

4. Sistema de trocas

Essa pra mim é a função mais legal do Skoob. É possível anunciar seu livro para troca com um sistema de valor de 1 ou 2 pontos e, com esses pontos, você escolhe novos livros para ler. Se você não for muito apegado, dá pra ficar um tempão sem comprar livros, só pagando o frete para enviar o livro já lido para outras pessoas.

Se quiser saber como funciona exatamente esse sistema, visite essa página.

5. Definir metas de leitura

Além de classificar os livros lidos, o Skoob também permite que você defina uma meta de leitura para o ano. Ao marcar um livro como “Meta de leitura”, ele cria automaticamente uma área especial para que você acompanhe a velocidade e quantidade de livros que anda lendo.

Printscreen do Skoob meta de leitura

6. Listar os livros desejados

Outro modo de classificar livros é o “Desejados”, que consiste em você ter um controle de tudo aquilo que pretende adquirir ou ler na sequência. Eu uso esse marcador quando eu não tenho o livro mas quero comprar. Para os que já tenho mas ainda não li, ou eu deixo no marcador “Tenho” ou se tenho certeza que vou ler, deixo como “Quero ler” e “Meta de leitura” =)

7. Participar de sorteios

Por último mais não menos importante, as editoras também possuem perfis na ferramenta e sempre acontecem sorteios de exemplares por lá. Basta ficar sempre esperto e se inscrever para concorrer a todos os livros que deseja ganhar.

E aí, vocês gostam/usam o Skoob também?

Livro lido: As aventuras de PI

capa-post

Oie!

Demorei bastante tempo pra começar a ler esse livro e, no fim, se soubesse que era tão intenso eu teria lido antes. As aventuras de Pi retrata os 227 dias que Pi Patel ficou perdido no mar, após o navio que o levaria da Índia até o Canadá naufragar.

Nessa aventura ele perde os pais, o irmão e tudo o que lhe sobrou foi o bote que passa a ser sua casa, a companhia de um tigre-de-bengala e sua fé em três religiões. Além de lidar com a ideia de conviver no mesmo espaço que um tigre, precisa aprender a se proteger do sol, a caçar, a economizar e captar água.

base-livro

Foi muito angustiante pensar em tudo enquanto lia, e a história fica ainda mais chocante quando ele finalmente chega em terra firme, no México. Pi conta aos investigadores japoneses – donos da embarcação que afundou – uma outra versão, ainda mais brutal e surpreendente desses dias horríveis. Sabe o pior de tudo? Não temos uma confirmação precisa sobre qual é a história verdadeira.

É possível que ele realmente tenha vivido 227 dias com um tigre e é possível também que o tigre seja ele mesmo, como uma forma de se proteger de todo trauma. Leia e decida no que você vai acreditar (:

É verdade que as pessoas que conhecemos podem nos modificar, e, às vezes, de uma forma tão profunda que, depois disso, não somos mais os mesmos, nem com relação ao nosso nome.

Há em todas as coisas vivas uma dose de loucura que as leva a ter atitudes estranhas, por vezes invexplicáveis. Essa loucura pode ser uma forma de proteção; é parte integrante da capacidade de adaptação. Sem ela, nenhuma espécie sobreviveria.

As coisas não correram como se esperava, mas o que se pode fazer? Temos de encarar a vida do jeito que ela se apresenta e tentar tirar o melhor proveito dela.

Aparentemente, a presença de um tigre tinha me salvado de uma hiena – com certeza um bom exemplo da expressão “sair da frigideira para cair no fogo”.

Essa história de dizer que a necessidade é a mãe da invenção é a mais pura verdade. E como!

Preciso dizer uma coisa sobre o medo. Ele é o único adversário efetivo da vida. Só o medo pode derrotá-la (…) Não tem nenuma decência, não respeita leis nem convenções, não tem dó nem piedade. Procura o nosso ponto mais fraco e o encontra com a maior facilidade (…) Aí o medo, disfarçado sob a capa de uma ligeira dúvida, se infiltra na nossa mente como um espião.

O desespero era como uma escuridão pesada que não deixava a luz entrar ou sair. Era um inferno absolutamente indescritível. Graças a Deus, acabava passando.

Na vida, é importante concluir as coisas do modo certo. Só então a gente pode deixar aquilo para trás. Caso contrário, ficamos remoendo as palavras que podíamos ter dito, mas não dissemos, e o nosso coração fica carregado de remorso. Aquela despedida malfeita ainda me magoa até hoje.

Autor: Yann Martel
Nota: ★★★★★
Páginas: 242

Os causos de Lucia: Quanto ela errou tentando acertar

lucia

Lucia nunca foi de ficar muito tempo sozinha. Não por carência, mas porque apesar de ser retraída, só sente mais completa e energizada como pessoa quando esta acompanhada.

Até o começo dos seus 20 e poucos anos, sua vida amorosa foi relativamente simples, não existiam muitas dúvidas e cobranças para que aquilo funcionasse, apenas o sim era sim e o não era não.

Conforme os 30 se aproximam, a “obrigação” e a pressão de acertar nos relacionamentos pareceu crescer cada vez mais. Apesar de não ligar para a opinião dos outros, internamente sabemos como é complicado administrar esse tipo de coisa. Com isso, ficou muito mais fácil errar tentando acertar, principalmente por carência e ansiedade. Lucia errou e esse erro trouxe muito arrependimento, mas também muito aprendizado.

Ela conheceu Cleiton através do lugar menos provável, o Tinder. Era uma fase da vida em que ela queria conhecer pessoas novas. Lá estava ele, sua foto em um quase perfil, de óculos escuros, sentado em um show e mostrando algumas tatuagens. Além da aparência, Cleiton também era muito bem humorado e não demorou muito para que ela passasse a ficar ansiosa para acordar e receber uma mensagem.

Eles passaram praticamente uma semana em um “jogo” de perguntas para se conhecerem melhor. Nesse jogo eles discutiram todos os assuntos possíveis e aquele mero estranho passou a ser quase como um velho conhecido para Lucia. Depois disso, só faltou eles finalmente se conhecerem.

Marcaram em um shopping e quando Lucia estava subindo as escadas, já avistou Cleiton de costas. Nesse momento foi difícil segurar todas as borboletas do estômago no lugar certo e algumas risadinhas bobas escaparam. Conheceu nesse encontro mais um pouco sobre a vida dele, seu trabalho, sua família e sua rotina. O melhor, conheceu seus beijos, que passaria a amar em pouco tempo. Eram urgentes, como se fosse o último beijo que fossem dar em toda vida. A sensação da barba de Cleiton no rosto de Lucia ficou durante o caminho para casa, o que arrancou ainda mais risadinhas.

Parecia ser a história que Lucia estava preparada para viver, exceto por não estar preparada e por ter errado tanto tentando acertar. Eles saíram mais 3x durante esse tempo. Tudo era maravilhoso, não devia haver dúvidas: Cleiton era simpático, divertido, bonito, cheiroso, companheiro e tinha o beijo e o toque que Lucia amava. Mas ele tinha um “problema”, esqueceu de vir com o manual de fábrica escrito “investe, Lucia, deixa de ser boba”. Coisas do passado de Lucia começaram a tomar muito espaço de sua cabeça enquanto tentava continuar se envolvendo. Ela gostava dele, não era essa dúvida, mas gostava o suficiente dele pra fazê-lo feliz? Esse passado não ia magoá-lo? Era justo com ele começar algo estando tão confusa? Gostava tanto dele e já tinha sofrido tanto, não queria que ele sentisse a mesma coisa. Ao invés de conversar, preferiu fugir.

Mesmo gostando dele e mesmo tentando sair com outras pessoas, nunca conseguiu esquecer Cleiton, cometeu mais um erro: guardou isso só pra si, provavelmente deixando o rapaz achando que era só mais um “caso” que tinha acabado.

Aproximadamente 1 ano depois se reencontraram. Lucia teve seu primeiro choque de importância sobre Cleiton. Ele viajou e mesmo tanto tempo afastados, ele se lembrou dela em pequenos grandes presentes. Ela ficou tão sem graça por ter agido como agiu que travou. Não soube se tentava novamente e como poderia agradecer ou se fugia de novo. Entrou novamente no ciclo de achar que tinha magoado sem de fato magoar e preferiu se afastar, de novo. Apesar disso, mais um beijo aconteceu nesse dia e ah, como era confortável estar naquele lugar de novo, o mesmo lugar onde se conheceram e o mesmo lugar onde se beijaram sem vontade de se despedirem. Mais beijos urgentes e completos, com mãos e corpo. Vivenciou novamente aqueles momentos de se sentir radiante, para minutos depois experimentar a perturbação do “É isso mesmo?”.

Se deixar levar por pensamentos negativos foi outro grande erro de Lucia. Nada tem garantias. Se ela estava feliz, por que fugir? Por que evitar ser feliz se era isso que ela queria? Ela não consegue entender até hoje. Continuou a se entregar em relações superficiais, comparando todas as pessoas internamente, mas ninguém poderia ser como ele. Ninguém tinha seu jeito de falar, de fazê-la rir, de manter o mesmo diálogo besta por longas horas sem ser irritante e nem beijos tão cheios de tesão. Ah, aqueles beijos…

Como lembrar tanto de alguém e ainda assim duvidar é um mistério que Lucia não entende e não desvendou. Continuou negando tudo achando que era apenas uma história linda que infelizmente “não dava certo”, até quando a realidade vem e bate na sua cara e diz: “não deu certo porque você não quis”.

Sentia saudades e ciúmes e mesmo assim se recusou a investir, a procurar, a falar sobre o que sentia, mesmo que fosse só a dúvida. Tentando poupar um fim sofrido, ficou com o sofrimento prolongado de um grande “SE”.

Ainda tiveram mais uma chance, desperdiçada novamente por Lucia e suas neuras absurdas. Achava que o amor viria com bula e manual de instruções. Justo ela, que sempre esteve acompanhada e que sabia que não era assim. Amor é questão de tentativa e força de vontade e não de certezas. Quem tem certezas nessa vida afinal?

Tudo o que queria era alguém como Cleiton. Aquela pessoa improvável de se conhecer no Tinder, que realmente queria algo com Lucia, que estava disposto a tentar. Lucia amava seu jeito carinhoso, divertido, bem-humorado, seu cheiro e até a marquinha que seus óculos deixavam em seu nariz. Adorava sua cara e jeito de rabugento, mas seu coração e sorriso tão doces, que eram de derreter o coração. Amava seu jeito ansioso de tocar seu corpo, sempre intenso, sempre urgente…

Tentando acertar, falhou no item mais básico: tentar. Não se permitiu tentar, falar, dizer à Cleiton o quanto ele era importante pra ela e como ela se sentia. Tentando amar e ser amada, afastou alguém que já sentia isso e sentiu por muito tempo.

Lucia demorou demais e teve que se envolver até o pescoço em relações suicidas para entender que não queria nada daquilo. Demorou pra admitir o que realmente queria e quem queria.

Quando finalmente se tocou, quando finalmente aquele pensamento que estivera tão escondido, acordou e gritou com Lucia, era tarde. Cleiton cansou de esperar. Supôs que ela nunca queria e tentaria algo sério com ele, quando algo sério era tudo o que ela estava querendo há tempos. Ele partiu pra outra, com razão, e ela perdeu a chance de consertar seu erro.

Dessa história Lucia só ficou com o “SE“. Ficou com o arrependimento de ter se sabotado tanto e por tanto tempo. Ficou com a saudade do cheiro, dos beijos apaixonados, das mãos, do tesão e do corpo colado com o seu, suado pela urgência de amar. Ficou com a lembrança das brincadeiras, da amizade e ficou sem o principal: a realidade.

Lucia agora sabe onde e como errou. Apesar de não querer mais se culpar – porque não adianta mais – ela não quer e não pode esquecer desses erros, para nunca mais desperdiçar tanto tempo evitando viver, tentando apenas fazer escolhas baseadas em uma certeza interna que não diz muito. Quer se lembrar de não desistir sem tentar e que não dá pra viver evitando sofrimento, pois ele chega de qualquer maneira. Ela entende agora que se for pra sofrer, então que seja por ter vivido intensamente e não por não ter vivido.