25 de outubro

imagem de uma menina usando capuz, com os cabelos balançando pelo vento olhando para o horizonte, onde é possível ver o mar e montanhas

Oie!

Para falar a verdade, eu tinha escrito um outro texto para postar hoje, mas desisti. Era um texto triste e cheio de uma saudade estranha, com mágoa, sabe? Um texto para contar com pesar que eu sofro porque não tenho o que achei que teria nesse 25 de outubro de 2016.

É engraçado, mas depois que eu escrevi, me senti mais aliviada e aquilo simplesmente parou de fazer sentido. Já aconteceu com você?

Eu notei que algo mudou, sabe o que? Eu simplesmente resolvi me desculpar. Pois é, me desculpar.

Hoje eu me desculpo por todas as vezes que me cobrei demais por tudo e por tudo o que planejei ter saído do meu controle. Afinal, que tipo de controle é esse que eu pensei ter, não é mesmo?

Hoje eu me perdoo por esperar demais, querer demais e sentir demais. Também me perdoo por tentar controlar tudo demais e por não me permitir simplesmente viver um pouco o presente, o agora – que já me presenteou com a vida e com tantas outras coisas boas.

Hoje é 25 de outubro de 2016 e eu decidi que o que não aconteceu não me machuca mais. Que eu vou ficar com a saudade, porque o que é bom é pra ser lembrado, mas sem mágoa e sem culpa. Fico com as lembranças e com as experiências adquiridas e serei grata por todas elas.

E o que é ruim, a partir de 25 de outubro de 2016, eu não cultivo mais.

Altos e baixos

menina sentada no parapeito de um prédio, com um caso e as mãos no bolso. ao fundo, a paisagem de uma cidade cheia de prédios

Mas é claro que você já notou que sua vida, apesar da rotina, não segue um fluxo constante. Um dia você acorda feliz sem saber o motivo e noutro é uma dificuldade imensa pra sair da cama.

Um dia seu cabelo está bonito e até que seu rosto te agrada, enquanto noutro, basta um estranho te olhar um pouco mais pra você se sentir horrível e deslocada do universo.

Me diga, quantos dias você acordou com toda a certeza do mundo e fez seu dia melhor e quantos outros você mal sabia seu nome, quanto mais o que fazer da própria vida?

Se você nunca se sentiu assim, parabéns, gostaria muito de te conhecer e saber como é viver na mesmice.

Pois é, as coisas boas são, como o próprio adjetivo diz: boas. Mas as ruins, ah… elas te maltratam e te machucam, mas quando você permite, elas te modificam de uma maneira muito positiva.

Ninguém lembra, mas só aprendemos a andar, falar e nos virar porque falhamos. Quanto tempo precisamos engatinhar até dar nossos primeiros passos? E quantos tombos foram necessários até que nosso equilíbrio e a força de nossas pernas fossem ideais para manter os passos?

Falhar é bom, errar é bom. Sem isso jamais aprenderíamos nada de forma permanente.

Aceite as coisas boas e ruins, afinal vivemos todos em uma constante montanha-russa. Tá tudo bem se às vezes você ficar pra baixo, contanto que você lembre que seu carrinho precisa sempre voltar a subir.

Seja grato pelas decepções

decepcoes

Oie!

Que atire a primeira pedra o ser que nunca se decepcionou na vida. Sabe de quem é a culpa? Na maior parte do tempo sua. Sim, essa é a realidade nua e crua. As decepções geralmente nascem a partir de algo que você esperava, popularmente conhecida como expectativa frustrada. Pra mim é óbvio que não dá pra viver sem, no mínimo, esperar que algo que você quer muito aconteça, – até porque, ser negativo não leva ninguém a lugar algum mesmo – então, o que fazer? É “fácil”: aprenda e seja grato pelas decepções.

Acho que a principal lição sobre as decepções é absorvê-las completamente para poder seguir em frente. Eu passei uns bons anos cultivando mágoas internas e não vivendo de fato aquela tristeza que a decepção traz. Não faça isso.

Quando eu fazia terapia, discutia muito sobre ser apressada com a minha psicóloga. Tinha pressa para encontrar a felicidade e para me livrar de tudo de ruim que passava pela minha mente. Obviamente ela nunca concordou com essa atitude, simplesmente porque decepções não são como uma roupa suja que você lava. É um sentimento geralmente pesado e que sempre nos modifica de alguma maneira e, dependendo de como você o trata, pode mudar sua vida para melhor e quando negligenciado, para pior.

É preciso aceitar que toda situação que passamos na vida, seja boa ou ruim, estivemos presente e fizemos parte

Eu tinha uma tendência forte em me vitimizar, em expor as situações no maior estilo “caramba, por que isso acontece comigo?”. Não, isso não acontece comigo, pelo menos não só comigo e, principalmente, não aconteceu comigo porque o destino (ou whatever) quis que acontecesse apenas comigo. Eu estive presente nessa situação frustrante e certamente aceitei participar dessa história, mesmo que no fundo esperasse um outro resultado.

Sim, para lidar com a decepção é preciso ser racional. É preciso aceitar que toda situação que passamos na vida, seja boa ou ruim, estivemos presente e fizemos parte. A partir do momento que aceitamos viver certas situações, damos consentimento para que coisas boas e ruins aconteçam. Depois que você aceita que você não é só uma vítima, pode avaliar o que poderia ter feito para se preservar e aprende uma lição. O mais difícil nesse momento é não viver com base no que fez errado. Esse ponto é muito complicado e eu não aprendi completamente até hoje.

Quantas vezes me pego reavaliando todas as situações e me sentindo culpada? Quase todo momento. Eu sei que está errado, então deixo esse pensamento vir e também deixo ele partir. Esse é meu “segredo” para viver um pouco melhor com o que saiu do meu controle.

Um grande amigo uma vez me perguntou: “- Sabe por que você está passando por isso?”, eu disse que não. Então ele me disse que era porque eu estava vivendo. Quem vive, passa por situações boas e ruins e apenas quem não está vivendo não tem nada a contar.

Seja grato pelas decepções, elas são as histórias que você tem pra contar e são as lições que você tem para aprender.