O que aprendi com Amélie Poulain

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Oie!

Sim, eu demorei aproximadamente 15 anos para assistir O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Lembro que na época, aos 11/12 anos, esse tipo de cultura não me interessava e é óbvio que não teria maturidade para entender a simplicidade e doçura dessa história.

Lembro de ver uma grande leva de amigos se apaixonando por Amélie por volta de 2006 e mais uma vez torci o nariz, porque não gostava “desses filmes franceses”. Por fim, há alguns meses um amigo do trabalho ficou insistindo que esse filme tinha muito de mim. Com muita cobrança (obrigada, Novaes) eu finalmente abri meu coração e assisti.

Conhecem o famoso “Se arrependimento matasse…”? Pois é, eu estaria mortinha. Eu acho que se tivesse assistido pelo menos uma vez ao ano desde os meus primeiros relacionamentos amorosos, talvez não tivesse demorado tanto para aprender algumas lições.

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain é totalmente atemporal. É doce, delicado, apaixonante. Me tocou profundamente e me ensinou/abriu os olhos para muitas coisas que eu costumava fazer como a própria personagem fazia.

Descobri que realmente tem muito dela em mim e, espero aprender de verdade o que ela me ensinou:

1. Você pode mudar

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Não importa quanto digam que você é “assim” ou “assado”, você pode ser o que desejar ser, basta você ter essa vontade. Toda mudança está dentro de você. Se dedique, invista um tempo se conhecendo e vendo o que é melhor para sua vida e se jogue nisso.

2. Sempre que puder, ajude

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Seja seus amigos, familiares ou até um desconhecido: se você puder fazer algo para transformar uma história, faça. Assim como você pode mudar, pode também escolher fazer a diferença e ser a chama da mudança da vida de alguém (mesmo que ela não te conheça ou agradeça por isso).

3. O medo paralisa

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Muitas vezes queremos muito algo, mas quando chegamos perto disso, sentimos medo. Isso é normal, tudo o que é novo e principalmente incontrolável causa medo (ainda mais para um ser ansioso, como eu). O problema é que se você deixa o medo comandar, vai acabar escondido e triste dentro de casa, sem aquilo que desejou. Às vezes você pode ter uma segunda chance, mas é só às vezes mesmo.

4. O amor vale a pena

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Sim! Vai existir muita gente sacana. Sim! Muita gente estranha. Sim! Muita gente que abusa das outras. Também sim! O amor vale a pena. Tem muita gente hoje que já te ama, preste atenção nisso. Também tem muita gente hoje esperando pela oportunidade de te amar e provar que só quer te ver feliz. Quando a gente se fecha por causa de traumas, se foca demais no problema e deixa de observar as coisas boas que alguém pode oferecer. Algumas vezes essas coisas podem ser delicadas demais para sobreviver a um coração gelado.

Eu fui: TEDx

TEDx-bannerOie!

Na segunda-feira, 6 de junho, aproveitei o início das férias do trabalho para participar de um dos maiores eventos para troca de ideias e projetos bacanas que conheço, o TEDx. Assim como TED, a ideia é reunir o máximo de pessoas que fazem a diferença no mundo, só que esse é feito de forma independente, ou seja, o evento só aconteceu porque essas pessoas se uniram com muito amor e dedicação para transmitir uma ideia, uma informação e, quem sabe, transformar a vida de uma das 4 mil pessoas que estiveram lá no Allianz Parque em São Paulo.

Nas palestras do dia, muito se falou sobre educação, inclusão, infância e mudanças.

Uma das que mais me tocaram foi a do Clóvis de Barros Filho. Ele exemplificou de forma cômica como sempre estamos em busca constante pela felicidade, como se isso fosse algo que sempre precisamos alcançar e nunca temos. O pior, quando encontramos, acabamos deixando de gostar. Ele também falou sobre como somos condicionados desde a infância a acreditar que a felicidade nunca está no hoje.

Cada instante é uma oportunidade mágica.

Felicidade é um pequeno instante que você gostaria de repetir.

Seguindo esse mesmo raciocínio, a Bel Pesce falou da importância de nos entregarmos a nós mesmos e aos nossos desejos de forma intensa. Nos conectarmos com o que queremos é essencial para sabermos onde ir, além de ser extremamente necessário nos auto atualizarmos constantemente.

Quer ser criativo? Escute todo mundo com o mesmo interesse.

Se suas razões para fazer algo grande não estão claras, você vai continuar sem fazer nada.

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Também tivemos duas palestras interessantíssimas sobre programação e inclusão, feitas respectivamente por Camila Acchutti e Drica Guzzi.

A primeira aborda a importância de não deixarmos nossos filhos serem apenas “nativos digitais” – eles precisam entender a lógica por trás do que fazem na internet e nos aplicativos que usam, precisam desenvolver um senso mais crítico sobre o que fazem quando estão conectados, afinal, sabemos que não é só questão de apertar botões.

Já a segunda aborda ainda o grande número de pessoas no país sem acesso algum à internet e quanto isso é maléfico, ainda mais na condição atual do nosso país, onde a transmissão de informações é tão necessária.

Pobres em informação tendem a ser cada vez mais pobres.

Luis Junqueira emocionou a todos e foi aplaudido de pé por seu projeto 1º livro, que ensina e apoia crianças e adolescentes da rede pública de ensino e da Fundação Casa a escreverem, diagramarem e “lançarem” suas próprias histórias de ficção.

Com os exemplos e depoimentos é possível ver que quando acendemos uma pequena chama de transformação, tudo pode virar algo muito grande.

Túlio Schargel, Dodô, Estela Renner, David Arzel e Renata Meirelles falaram sobre o amor que transforma. O amor pelos filhos, o amor que vem da infância, o amor que não é construído por objetos caros. Crianças precisam de alguém para se inspirarem, de acompanhamento, precisam falar, serem ouvidas, respeitadas…Elas precisam de tempo livre para experimentar e também para associar tudo o que aprendem todos os dias.

Eles citam como nossa sociedade atual transforma nossas crianças em seres robotizados, cheios de atividades extracurriculares mas sem tempo para simplesmente serem crianças. David Arzel inclusive cita Dalai Lama para defender a meditação na infância:

Se todas as crianças de oito anos aprendessem meditação, nós eliminaremos a violência no mundo dentro de uma geração.

Foi um evento tão enriquecedor que infelizmente tive que ser muito superficial nesse post para não me prolongar demais. Deixei também de citar algumas palestras e palestrantes, mas todos me transformaram de alguma forma e eu os agradeço. Agradeço também por toda a equipe que ajudou a montar tudo isso e espero de verdade que isso inspire mais pessoas a ajudar e participar, além de estimular mais e mais pessoas a transformarem a si mesmas, assim como aconteceu comigo.

Valeu, TEDx!

 

 

Livro lido: Como viajar sozinho em tempos de crise

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Oie!

Ganhei esse livro da minha grande amiga, companheira de trabalho e “incentivadora turística”, Sandrinha <3

Sou realmente muito medrosa quando o assunto é viajar, principalmente se a ideia for viajar sozinha. Tenho medo de não saber me virar, ser assaltada, deportada ou coisa pior que todo mundo – principalmente sendo mulher – vê por aí.

Esse livro tem o propósito de justamente incentivar quem está sozinho (não necessariamente solitário) a fazer uma boa viagem. Gostei bastante das dicas sobre melhores lugares e sites para encontrar bons destinos, além de falar de forma clara sobre as crises que passamos, seja existencial ou financeira.

Por outro lado, achei que o autor foi ácido demais ao condenar o comportamento dos turistas e de alguns lugares mais famosos como se fossem péssimos para pessoas sozinhas (não estive lá, mas não deve ser tão ruim quanto ele faz parecer).

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De qualquer maneira, a leitura valeu pelo “tapa na cara” do medo, da preguiça e para justificar o porque não existe nada melhor do que uma viagem para colocar alguns parafusos no lugar 😉

P.S: Ele indica dois sites para escolher roteiros e voos com bons preços: Google Flights e Skyscanner =) ele sugere que você escolha a data e origem, mas deixe que o aplicativo escolha um lugar.

Não é da nossa, vamos dizer, cultura contemplar a vida sem estar ao lado de alguém, por pior que possa ser – antes só do que mal acompanhado é lindo de se ouvir, mas a regra não se aplica por aqui. Há exceções? Sim, e este livro é inspirado nelas e dedicado aos que (ainda) não tiveram a chance/coragem de se jogar no mundo sem medo de ser infeliz.

Se algo ruim acontecer, viaje para esquecer.
Se nada acontecer, viaje para que algo aconteça.

Vá porque, se ficar é pior, imagina se aturar quando o mundo que você construiu ou imaginou parece desabar ou te entediar profundamente em sua rotina enfadonha?

Autor: Hermes Galvão
Nota: ★★☆☆☆
Páginas: 112