Livro lido: Não sou uma dessas

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Oie!

Achei esse livro muito bom para quem, sendo mulher, se sente perdida no mundo. Não porque ele vai te dar dicas e soluções, mas porque é totalmente normal estar perdido e até mesmo uma premiada diretora também esteve algum dia.

Relacionamentos, família, sexo, carreira… a autora cita tudo o que passa/passou em sua cabeça e na sua vida nos últimos anos. A grande maioria dos problemas citados, são apenas ideias absurdas que criamos ou que foram influenciadas por motivos/comentários de terceiros, mas que modificaram algo muito importante dentro dela (e de nós).

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Por isso, a história parece até meio bagunçada. Que é como geralmente a cabeça feminina funciona: sempre fazendo ligações (às vezes até de forma incoerente). Enfim, gostei muito da visão ácida que Lena tem sobre a vida e principalmente sobre os homens babacas que ferram nossas cabeças.

Por mais que tenhamos trabalhado muito e por mais longe que tenhamos chegado, ainda existem muitas foracs que conspiram para dizer às mulheres que nossas preocupaões são fúteis, que nossas opiniões não são relevantes, que não dispomos do grau de seriedade necessário para que nossas histórias tenham importância.

SEMPRE FUI ATRAÍDA POR BABACAS. Eles variam de esquisitões petulantes – que são, em última análise, caras muito gente boa – a sociopatas viciados em sexo, mas o denominador comum é uma péssima atitude logo no primeiro encontro e um desejo de me ensinar uma lição.

Quando alguém revela que você significa muito pouco e você continua com essa pessoa, sem se dar conta, começa a significar menos para si mesma.

Minha mãe diz que isso é normal, que os homens se orgulham de todas as suas conquistas e as mulheres desejam esquecer todas elas.

10. É melhor comer pequenas porções de tudo do que grandes quantidades de uma coisa só. Se isso não der certo, experimente grandes porções de tudo.

– Você vai descobrir – diz ela – que é um pouco charmoso ter o coração partido.

Depois de me formar, senti uma sensação pesada de catástrofe, uma sensação de que nada nunca mais seria simples.

– Como a gente vive dia após dia sabendo que vamos morrer?

Autora: Lena Duhnam
Nota: ★★★★☆
Páginas: 297

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