10 coisas que aprendi com relacionamentos

10licoes

 

1. Quando um não quer, dois não brigam

Esse item está em primeiro não por coincidência, mas porque foi a primeira coisa que lembrei e o aprendizado mais colorido. Sei o quanto é incontrolável tentar manter uma pessoa perto quando você acha que ela é a pessoa. Mas quando tudo começa a sair dos eixos, é triste, é péssimo e dói pra caramba, mas quando um não quer, não adianta insistir. Eu sei que na hora você só quer resolver tudo, seja brigando, xingando ou seja lá como for, tudo o que você quer é fazer a outra pessoa entender que ela não pode não querer, porque você também é a pessoa dela. Só que não adianta. Se imagine no lugar da pessoa – e eu sei que você já esteve lá, assim como eu. Você sabe que nenhum esforço vai fazer você mudar de ideia, porque sentimentos – os que existem e os que não existem – não são controláveis e é exatamente por isso que a outra pessoa não quer mais. Então, deixe a pessoa ir, no final vai ser melhor pra você. Não é bom ter perto alguém que não quer estar.

2. “Se dói, provavelmente não é bom pra você”

Eu sei que os relacionamentos não são perfeitos, mas é importante sempre avaliar que tipo de relacionamento levamos. Existem situações péssimas em relacionamentos que a gente acaba aceitando e nem percebe que o outro só quer te deixar pra baixo. Eu já namorei um ciumento, que fazia com que eu além de me achar sempre errada (não era possível que todos os meus comportamentos eram incorretos) também me deixava chateada pela falta de confiança.

Também existe o lado que você se auto sabota, com comportamentos compulsivos, seja pela falta de maturidade ou por carência. Eu já sai com um cara que eu não respeitei o item 1, consequentemente fiquei obsessiva com o fato dele me deixar, depois quando ele literalmente me deixou eu fiquei agressiva e estraguei qualquer possibilidade de convivência ou conversa. Óbvio que a culpa não foi só minha porque tinha muito mais coisa envolvida aí, mas eu sempre lembro disso porque agi muito mal e não foi com ele não, foi comigo mesma.

3. Quer moleza? Senta no pudim

Porém, entretanto, todavia… tem gente que acha que relacionamento pra ser bom, tem que ficar só no amor e beijinho, que tudo tem que ser lindo sempre e se algo sai fora da curva, tá na hora de arrumar outro(a). Começo a ver uma tendência muito triste de pessoas “substituíveis”, Acho que é a famosa tendência Tinder, que se algo não te agrada, você dá um não e passa pro próximo(a). Acho que as pessoas não entenderam que relacionamento é feito de esforço diário, nem sempre só de prazer. É claro que quando a gente gosta, se respeita e quer a mesma coisa, as coisas tendem a ser mais fáceis, mas não é garantia que dê certo sempre, porque as pessoas são diferentes. E esse equilíbrio é difícil pra caralh@ de manter, mas se você quer moleza, basta não namorar. Fica a dica.

4. Mudar? Só se você realmente quiser

E quando você encontra alguém que só pensa em mudar seus comportamentos e muitas vezes sua aparência? Lembra do namorado ciumento? Então, na visão dele eu não deveria ter amigos homens e nem ficar perto deles sozinha. Ele não entendia que eu estava com ele porque queria, e que meus amigos eram meus amigos e que isso não ia de repente mudar, só porque estava com ele. Pensem em quantas histórias vemos por aí de pessoas que deixam de viver como querem, pra viver como o outro deseja? Em outro relacionamento, anos depois, eu confesso que me privei de algumas coisas porque achava que evitaria conflitos, não foi um pedido da pessoa. Realmente os evitei com a pessoa, mas não comigo mesma. Depois que o relacionamento terminou, percebi que isso tudo é uma grande besteira e que no fim você só percebe que perdeu o maior tempo sendo alguém que você não queria ser. Claro que alguns tipos de mudanças são saudáveis e necessárias para um relacionamento, mas é preciso ter discernimento sobre o que é saudável e você QUER mudar, com o que só serve pra agradar o outro e te deixar infeliz.

5. Consequentemente…as pessoas só mudam se elas quiserem

E quando a história se inverte? Quando você começa a agir apenas para apontar defeitos da outra pessoa? Que ela precisa mudar isso ou aquilo? Será que você quer que ela mude porque é melhor pra ela, ou porque é bom pra você? Eu já briguei por mudanças porque confesso que não sei lidar com irresponsabilidade e falta de comprometimento, mas também já briguei porque a pessoa não agia como eu agia diante de certas situações, então isso foi bem egoísta da minha parte. Entendem onde quero chegar? Tem comportamentos que nos magoam, e aí você deve avaliar se não é um caso do item 2 da lista, principalmente se a pessoa entender que te magoa mas não se importar. Só que também existem situações que encrencamos simplesmente porque queremos ter o controle da relação.

6. Não é NÃO!

Eu sei que às vezes queremos ser gentis, agradar e muitas vezes simplesmente não queremos desistir de algo que consideramos certo/bom, mas dizer e entender um não também é essencial. Não adianta nada você ser totalmente receptivo à tudo, ter opinião e não aceitar certas coisas também é ótimo pra viver em paz, além de ser mais autêntico. Aceitar também um não vale pela mesma tranquilidade. Eu sei o quanto é difícil aceitar certas “portas na cara”, mas se não fossem por elas, provavelmente continuaríamos desrespeitando as vontades alheias. Além do mais, acho que aprendemos N lições quando as coisas saem do nosso controle.

7. Controle o ciúme

Acredito que essa seja a pior característica/comportamento que o ser humano desenvolveu, ele é fruto da ideia de que somos donos de tudo, fruto do apego que sentimos pelas pessoas e coisas. Eu sou ciumenta e odeio, porque ainda sou aquela que não diz nada, mas interioriza a raiva e envenena o próprio fígado pensando besteira, que muitas vezes nem faz sentido. Eu sei o quanto estou errada quando faço isso. Não somos donos de ninguém assim como ninguém é nosso dono. Os relacionamentos são acordos, são pessoas que tem algo em comum e que decidem caminhar juntas. Neste caso, não é “aquela piriguete” ou “aquele vagabundo” que vai estragar isso. Como exemplifiquei no item 2, o ciúmes do meu ex me deixava muito triste, porque parecia que ele nunca ia confiar em mim, além de por o meu caráter e comportamentos em xeque toda hora. Eu sei como é difícil confiar nas pessoas quando você já passou por muita coisa ruim ou foi traída (oi, eu), mas se esforce pra entender que se a pessoa fizer merda, não é porque você “não cuidou direito”, é porque cada um toma suas próprias decisões. Você fez sua parte e confiou na pessoa, mantenha sua consciência limpa e deixe que a pessoa cuide da dela.

8. O passado deve ficar no passado

Eu tenho um problema sério – e não resolvido, ainda – com o meu próprio passado. Às vezes fico estagnada porque quero que coisas do passado voltem, ou quero ficar avaliando pessoas do presente conforme as do passado e conforme as coisas ruins que já me aconteceram. É péssimo porque você generaliza os relacionamentos e as pessoas, como se uma determinada coisa acontecesse já fizesse acender a luz do “vai dar merda, sai daí”. As pessoas são seres únicos, que trazem suas próprias bagagens e experiências. Claro que algumas coisas acabam se parecendo, porque temos a tendência de gostar de um certo tipo de pessoa, com certos tipos de gostos, mas evite generalizar, principalmente se for pro lado ruim da coisa. Ah, e principalmente, como diz minha psicóloga, não é pecado pensar no passado, mas se limite a lembrar e na sequência seguir em frente, ele não precisa vir para o presente para estar vivo.

9. O tempo cura tudo

Acho que as pessoas confundem um pouco isso, porque o tempo cura mas não apaga. As lembranças – sejam quais forem – vão continuar lá, mas com o tempo a tendência é que elas amadureçam a ponto de não nos fazer mais mal. Sou uma pessoa bem ansiosa, que sofre com mudanças bruscas (como uma boa capricorniana) e que quer tudo pra ontem – inclusive a superação de coisas ruins. Só que eu percebi que eu só consigo me livrar do problema, quando eu tenho paciência e deixo as coisas passarem no tempo certo. Essa foi mais uma dica da minha psicóloga: quanto mais você pensar em resolver o problema logo, mais longe da solução você fica. Por isso eu tatuei uma ampulheta, é meu lembrete diário para respeitar o tempo, já que ele sempre passa e sempre ajeita as coisas e nem sempre é só nos relacionamentos, viu?

10. O amor próprio é essencial

Ah, o item mais clichê e mais realista de todos. Nenhum relacionamento vai ser saudável se você não se amar, de verdade e em primeiro lugar. O que não quer dizer que você deva ser egoísta, mas entender que se não houver equilíbrio dos outros 9 itens acima, você vai deixar de se amar, e quando se ver sozinho, vai ser a pior situação da sua vida. Sabe por que digo isso? Porque eu sei, porque estive lá. Eu cheguei a odiar a minha própria companhia, a odiar a pessoa que eu me tornei. Tive que começar todo o processo de me conhecer e me admirar do 0, foi uma fase bem pesada e triste, não desejo pra ninguém. Eu infelizmente tenho a tendência de colocar o outro acima de mim, e no início isso funciona, porque o outro se sente mimado e agradado, mas isso com o tempo se torna chato, porque você se perde e não sabe mais como ser você, se transformando em algo que não é – provavelmente algo que a outra pessoa não vai gostar por muito tempo. Quando você não se ama, apaga o próprio brilho. Eu admito isso como um erro grave meu e provavelmente de muitas pessoas. E isso se só formos pensar nesse lado “fácil” de não se amar, as coisas ficam sérias mesmo quando seja por carência ou pelo o que for, você aceita qualquer coisa na sua vida e esbarra em sanguessugas ou aproveitadores(as). Esse é um aprendizado contínuo e diário e se assim como eu você ainda não aprendeu, se junte a mim e diga que se ama todos os dias, até aprender.

Este post faz parte da blogagem coletiva do grupo Rotaroots 
"O Rotaroots tem o objetivo de resgatar a época de ouro dos blogs pessoais, incentivando a produção de conteúdo criativo e autoral, sem ser clichê e principalmente, sem regras, blogando pela diversão e pelo amor."

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