Livro lido: Coisas da vida

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Oie!

Virei uma grande fã da Martha Medeiros nos últimos tempos. Comecei com os artigos e textos soltos da internet, depois comecei a comprar os livros e pronto, fui conquistada.

Em Coisas da Vida, mais uma vez me apaixonei por sua escrita. Ela define o cotidiano e as angústias do dia a dia como ninguém. Adoro seu jeito sincero e detalhista ao falar sobre sentimentos, modas, objetos e pessoas. É uma pessoa muito sensível e ao mesmo tempo muito forte.

As crônicas deste livro foram escritas entre 2003 e 2005, então algumas contém detalhes até engraçados sobre a tecnologia da época, como celulares pequenos serem a última moda e o início das redes sociais. 😛

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Ansiedade, sim, envelhece.

Nossas lembranças do passado precisam de eixo, correção de rota, dimensão exata, avaliação fria – pena que nada disso seja fácil. Costumamos lembrar com fúria, saudade, vergonha, lembramos com gosto pelo épico e pelo exagero. Sorte de quem lembra direito.

Relaxe. A solidão é invisível. Só é percebida por dentro.

Sucesso é estar de bem consigo mesmo, é valorizar seus afetos, é se divertir com o inusitado da vida, e não ficar à mercê de sanguessugas.

Havendo intenção de entendimento e um pouco de coragem de ambas as partes, descobre-se que o que afasta mesmo é o silêncio, aquilo que as pessoas deixam para verbalizar apenas no leito de morte: as tais palavras engasgadas e frases que nunca foram ditas.

Muita gente se preocupa em ser magro, mas não se preocupa em ser leve. Tem criatura aí pesando 48 quilos e que é um chumbo.

Não sei por que faço coisas que não tenho vontade. Não sei por que me deixo enganar por mim mesma tantas vezes. Não sei por que me sinto culpada quando nego alguns convites e pedidos. Não sei por que se sentir aprovada pelos outros é tão importante.

Pé no acelerador e sorte, caréissimos. Não sigam ninguém, que estão todos à procura também.

Surpresa é o sentimento vir antes da razão, surpresa é a índole vir antes de interesses financeiros, surpresa é a amizade falar mais alto que as relações de bajulação.

No fundo, malucos somos nós, os que não arriscam, os que vivem entre quatro paredes, os que mantêm pouco contato com a natureza, os que se protegem contra emoções vertiginosas.

Autora: Martha Medeiros
Nota: ★★★★★
Páginas: 240

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