E quando o caldo entorna?

Caldo entornouNossa vida “comum” geralmente envolve: trabalhar, fazer alguma atividade por hobbie e ter relacionamentos interpessoais (família, namoradx, amigxs e colegas de trabalho). Elas não são padronizadas, mas geralmente funcionam dentro de um “sistema” e uma rotina. Mas e quando tudo isso já não funciona mais? E como saber se realmente não dá mais certo?

Espero que não seja só eu que tenha essa dificuldade, mas geralmente só noto essas relações e processos com problemas quando começa a afetar minha saúde. Começa com um pequeno incomodo ou insatisfação que vai “cozinhando” em fogo baixo, até o dia que PUF, queimou. E aí, migxs, quando queima, não tem mais jeito. É preciso uma receita nova antes que a panela queime também e não sobre nem ela pra contar história.

Somos muito incentivados à resistir bravamente e não desistir facilmente das coisas (porque pode ser “relaxo”), mas vale a pena se no fim só tivermos traumas? Por que não cortar o problema enquanto há respeito e carinho – para as relações – e vontade, dedicação e inspiração – para o trabalho?

Por fim, quando o caldo entorna, o melhor que podemos fazer é procurar algo que nos inspire novamente e aprender a desapegar, a deixar o medo da perda e seguir em frente, leve e com a consciência tranquila.

Minha panela começou a queimar há algum tempo, de uma forma geral, então já digo por experiência que nunca – como tudo na vida – é tão simples. Hoje eu que preciso de respostas: Você já encontrou esse equilíbrio? Conta pra mim o que você fez? #minsina =)

6 comentários sobre “E quando o caldo entorna?

  1. #Minsina !
    Eu sempre fui de cortar o mal pela raiz, mas nos últimos anos não sei o que deu em mim que eu passei a “engolir sapos” de todos os lados.
    Dei um basta!
    Desapegarei de tudo e todos que me fizerem realmente mal. É um exercício, na verdade. Enxergar isso, às vezes, não é fácil no começo, mas com a paz que traz a distância de coisas/pessoas ruins vale muito a pena!
    =*

    1. Então, eu também era assim Gi… se me incomodava, eu não esperava incomodar de novo. Já cortava logo e seguia em frente. Com o tempo fiquei com tanto medo de tudo, de dar errado de sei lá… Olho pra trás e vejo que fazia tanta coisa, sem culpa, sem cobrança. Como sair disso? Então, espero voltar a ter esse feeling e também determinação para “não, isso me faz mal, tchau”.

      Beijo

  2. Acho que não existe fórmula certa pra permanecer nesse equilíbrio tão almejado pela gente. O que tenho feito é, quando percebo que o leite vai ferver, abaixar um pouco o fogo pra evitar que tudo transborde e fiquei aquela sujeira que acaba sobrando pra “alguém” limpar.
    A vivência ensina que não é só abaixar o fogo e pronto, mas também ficar e olho e ter paciência pra acompanhar a espuma, ver se ela subiu, se parou, ou se está baixando pro lugar onde deveria estar. A dificuldade está em perceber essa diferença, muitas vezes tão sutil que não nos damos conta…
    Concordo que devemos resistir, mas até o que foi feito pra isso (um cabo de aço, por exemplo) se submetido à pressão extrema, cede. Então, não é vergonha nenhuma dar um passo pra trás pra retomar o fôlego e tentar de novo, seja comprando uma panela nova ou só sabendo usar as que temos.
    Muita teoria analógica rsrs. Se descobrir outras, #minsina

    1. Fez todo sentido pra mim o que disse… e como disse também, o mais difícil é sentir e pressentir a diferença entre o leite estar espumando, subindo, estragando. Na verdade não tenho vergonha de trocar de panela ou tentar em outra boca do fogão, ou abaixar o fogo. O ponto é me desapegar da receita, que na minha mente era tão “perfeita”, mesmo que estivesse sem sal, muito doce etc. HUAHUAHAUHUA curti essas analogias, são bem úteis pra explicar o inexplicável.

      HAHHAHA #minsina que #tinsino

      Beijos

  3. Oie!
    Eu engoli sapos durante 20 anos trabalhando em uma escola particular, mas chegou um dia que não aguentei mais e saí. saí com uma mão na frente e outra atrás, mas feliz. Não me arrependo. Continuo amiga de todos lá, mas trabalhar lá não quero mais.
    Bjus
    PS.: Estou promovendo um concurso cultural no blog e o prêmio é um blog planner 2016 impresso. Venha participar!

    1. Oie Neli!
      Pois é, as vezes nem são as pessoas, mas a rotina e os processos que nos sufocam e nos fazem mal. Admiro você pela coragem, o importante mesmo é isso: estar leve e feliz.
      Super beijo

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