Livro lido: Trinta e poucos

Pra quem gosta do gênero, esse é mais um excelente livro de crônicas. Cada vez mais me encanto pelo estilo, pela ligação tão sincera com a vida e cotidiano do próprio autor.

Além disso, é muito fácil se reconhecer nas histórias e começar a discutir, mesmo que de forma unilateral, sobre nossas atitudes diante das coisas que vão acontecendo.

Ora, El Shaddai, a aurora boreal é um negócio tão lindo, tão grandioso, tão divino, não é justo que siga sendo exibida, ano após ano, apenas para os ursos-polares, as focas e a Björk, não acha, não?

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Trabalho, relacionamento, família, filhos… As crônicas passam por várias fases da vida do autor e seus trinta e poucos – ou um pouco menos ou mais. Tudo muito bem escrito e com um toque gostoso de humor.

(…) enfim, estes tempos bicudos em que a canalhice é perdoada, mas a ingenuidade não, o cidadão me sai com essa: “É pavê ou pacomê?!”. Que desprendimento.

Assumir o erro era impensável. Não queria, de forma alguma, que minhas últimas palavras para aquela bela moça fossem “Desculpa, reguei o motor. Acho melhor chamarmos um guincho.”

Você respira fundo. Sabe que, se for arrancar os cabelos toda vez que lida com seres estranhos numa cidade como São Paulo, muito rápido estará igual ao Kojak.

Perder o araminho do pão é uma das duas atividades a que me dedico com mais afinco – a segunda é fechar o saco com aquele nó troncho, lamentando: por que eu sempre perco os araminhos? Por que eu sou assim? Não será possível mudar, me organizar, tomar as rédeas da vida?

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Trinta e Poucos – Antonio Prata
Páginas: 232
Nota: ★★★★★

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